“Agora o 12º ano.” Após ter concluído, com sucesso, o processo de reconhecimento, validação e certificação de competências (RVCC) que lhe deu o certificado de equivalência ao 9º ano de escolaridade, os planos de Fernando Barros, 42 anos, passam agora pela conclusão do ensino secundário.
Chefe de armazém na Einhell (Arcozelo), onde trabalha há aproximadamente 10 anos, foi aí que teve conhecimento do Centro Novas Oportunidades do CRPG. Durante a reunião geral do Natal de 2006, o Diretor-geral falou do protocolo estabelecido entre a empresa e o Centro. Fernando Barros ficou a aguardar mais informação sobre o protocolo, mas os primeiros meses do ano passaram sem qualquer novidade.
Em março de 2007, decidiu falar com o diretor financeiro da Einhell para saber o ponto de situação relativamente ao protocolo. Poucos dias depois estava já a iniciar o processo de reconhecimento, validação e certificação de competências. Em julho desse mesmo ano, concluía o processo de RVCC.
Sobre o percurso feito diz que não foi complicado, nem sequer um sacrifício, apesar de por várias vezes ter ficado noite fora a trabalhar no computador. “Todos os que considerem um sacrifício, estão errados”, refere, acrescentando: “tiramos vantagem disso.”
Casado e com um filho pequeno, afirma ainda que a vida familiar não ficou prejudicada. “Pelo contrário. No meu caso, até contribuiu”, assegura. Ao pequeno Tiago teve que explicar que havia alturas em que não lhe podia dar tanta atenção pois tinha de fazer os trabalhos de casa. E quando passam ao CRPG o filho já diz:”Olha a escolinha do pai!”
O filho foi uma das três motivações que o levaram a frequentar o Centro Novas Oportunidades. “Gostaria de servir de incentivo para ele”, revela Fernando Barros. As outras duas motivações foram de ordem profissional, a mais importante: “se pretendo mais tenho que ter mais conhecimentos”; e social: “é importante para a sociedade o nível de escolaridade que se tem.”
Testemunho recolhido em 2008